Equipe Divvino

Glossário do vinho: o que significa o termo terroir?

Destaques / 3 min

22 de agosto de 2019

Embora seja usado muitas vezes apenas para substituir “clima” ou “região”, o significado de terroir é muito mais amplo e envolve algumas variáveis que afetam diretamente as características do vinho.

Leia o post até o fim para descobrir o que significa o termo terroir e como ele pode ser percebido no vinho!

Como surgiu o conceito de terroir

A palavra terroir é um termo que só existe em francês e não possui tradução para outros idiomas. Não se sabe ao certo quando começou a ser usada, porém seu conceito já permeia a produção de vinhos há muito tempo.

A tradição de caracterizar o vinho por sua região, por exemplo, existe desde a Idade Antiga na África, Ásia e Europa. Isso fazia com que os vinhos de determinadas regiões fossem conhecidos por características específicas.

Já na Idade Média, no século 5, os monges das ordens Beneditinas e Cistercienses da região da Borgonha começaram a realizar testes no processo de vinificação, procurando identificar quais seriam as condições ideais para a produção de bons vinhos.

Essas experiências analisavam, por exemplo, a qualidade do solo, o clima, a incidência de sol e o relevo, desenvolvendo o que mais tarde seria conhecido como o terroir característico da região.

O que é terroir

O conceito mais comum de terroir envolve quatro variáveis. Qualquer mudança em uma delas podem resultar em vinhos completamente diferentes.

1. Solo (ou geologia)

Existem inúmeros tipos de solo, e as videiras podem ser plantadas em todos eles. Porém, as características das uvas (e consequentemente dos vinhos) podem ser influenciadas por diversos fatores do solo, como o pH, a presença de matéria orgânica, a drenagem de água, os nutrientes e a composição.

Também podemos levar em consideração outros fatores relacionados ao solo, como a altitude e o relevo, que combinados à incidência de sol, chuva e vento, resultaram em características diferentes no vinho.

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2. Tipo de uva

Por si só, cada variedade é capaz de gerar vinhos completamente diferentes. Porém, quando plantada em lugares e sob condições distintas, uma mesma uva dá origem a diferentes vinhos.

Nos países do Velho Mundo, por exemplo, é comum que a uva amadureça menos e o vinho apresente maior acidez no paladar. Já em climas mais quentes, esse mesmo fruto desenvolve mais açúcares, gerando uma bebida mais alcoólica e frutada.

3. Trabalho humano

Não bastam apenas as forças da natureza para que um vinho seja feito. É necessário que o produtor manipule os estágios da produção por meio de técnicas, buscando extrair a melhor bebida. Por razões históricas e geográficas, é comum que em determinadas regiões essas técnicas sejam as mesmas, constituindo assim seu terroir.

Por exemplo: o método Saignée de vinificação de rosés é utilizado em poucas regiões, como Chinon, na França, ou Napa Valley na Califórnia. Portanto, ao adquirir um rosé dessas regiões, você já sabe qual será o método utilizado e o que esperar daquele rótulo.

4. Clima

Se o solo, a varietal usada e o trabalho humano forem os mesmos, como explicar as diferenças entre as safras do mesmo vinho? A resposta é o clima.

Em um ano mais quente, por exemplo, haverá maior incidência de sol sobre as uvas, desenvolvendo mais açúcares e podendo gerar vinhos mais doces, frutados e alcoólicos. Já em um ano mais frio ou chuvoso, os vinhos gerados podem desenvolver outras características.

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Mais que um termo usado para definir características do vinho, o terroir é um conceito que agrega fatores que influenciam na produção de cada rótulo, e que ocasiona diferenças entre eles.

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