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Entendendo De Vinho: Aprenda A Decifrar A Roda De Aromas!

Entendendo de vinho: aprenda a decifrar a roda de aromas!

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O aroma é um dos sentidos mais essenciais em uma degustação de vinhos. Para os produtores, é um desafio imprimir determinadas notas em suas bebidas, e para os consumidores, é um verdadeiro deleite desvendar as nuances olfativas em sua taça.

A roda de aromas de vinhos é uma ferramenta que auxilia os apreciadores da bebida, sejam eles iniciantes ou grandes conhecedores, a treinar o nariz e conseguir exprimir o melhor do rótulo. Ela serve como um guia, e pode ser utilizada em todas as suas degustações.

A seguir, explicamos tudo sobre a roda de aromas, incluindo algumas dicas de como utilizá-la. No fim, você encontrará uma versão para imprimir e usar como quiser!

Como surgiu a roda de aromas do vinho?

Historicamente, o aroma sempre foi algo que intrigou os apreciadores de vinho. Não é incomum encontrarmos escritos de milhares de anos atrás descrevendo uma bebida com cheiro de mel, frutas, ervas, entre outros.

Todas essas nuances surgem de forma natural, de acordo com os compostos presentes na bebida. Isso pode variar conforme a uva utilizada, os processos de produção e fermentação, o envelhecimento em barrica, o terroir e até falhas.

Até a década de 1970, os aromas ainda eram uma questão muito empírica e nunca haviam sido descritos detalhadamente em um estudo científico. Foi aí que a Dra. Ann C. Noble, da Universidade da Califórnia, surgiu com a ideia de criar um guia visual que servisse como referência para analisar as notas olfativas de um vinho.

Nesse estudo, ela também incluiu notas que raramente eram citadas, e que nunca haviam sido percebidas a fundo, como os aromas terrosos ou de determinados tipos de frutas.

O resultado foi a criação da roda de aromas do vinho, um instrumento intuitivo que pode ser usado por qualquer pessoa.

roda de aromas

Como utilizar a roda de aromas do vinho

Como mencionamos, a roda de aromas foi proposta de forma bastante intuitiva. Ao olhá-la, é possível perceber que é dividida em três níveis de informação, dispostos em círculos concêntricos.

O círculo mais interno corresponde à “macrofamília”, ou seja, uma divisão entre 12 categorias que abrangem os demais. Se um vinho tem notas de frutas secas, essa subcategoria estará na família de aromas frutados, e assim por diante.

Na divisão intermediária estão grupos mais abrangentes. Os aromas herbáceos/vegetais, por exemplo, podem ser divididos em três famílias: secos, cozidos ou frescos. Durante a degustação, ele deve guiá-lo até a conclusão final.

Por fim, temos o círculo mais externo, dividido em 88 aromas (conforme proposto pela Dra. Ann C. Noble. Ele será a síntese da análise olfativa: primeiramente, você sente notas frutadas; em seguida, analisa que se trata de uma fruta cítrica; enfim, conclui que é o aroma de limão.

roda de aromas vinho como utilizar a roda de aromas

Ao seguir as etapas, é mais fácil encontrar o aroma final do vinho.

Durante a utilização da roda de aroma do vinho, podem surgir dúvidas com relação a algumas palavras. Existe uma razão para isso: se pararmos para reparar, nossa percepção aromática é pautada em similaridades, e não no nome dos aromas em si.

O cheiro da chuva, da grama sendo cortada, de uma parede sendo pintada ou de feijão cozinhando. Essas são todas referências que tem a ver com outros sentidos (paladar, tato, visão) e até objetos e fatores, porém, não sabemos o nome desses aromas isoladamente, ou o que os causam.

Por essa razão, a roda de aromas é mais uma chance de treinar o olfato – e o cérebro, é claro – para dar um lugar a essas sensações, e para que elas possam enriquecer as experiências enológicas.

Por fim, vale ressaltar que essa é apenas uma referência. No Brasil, temos uma grande flora, e como consequência, há uma série de aromas que não são comuns em outros lugares além do nosso país. Muitas vezes, eles podem (e vão!) aparecer em sua degustação, e muito embora não estejam descritos no círculo, você poderá agrupá-los em alguma categoria.

A jabuticaba, por exemplo, é uma fruta negra em formato de baga. Se determinado vinho lembrar esse aroma, você pode encaixá-lo na categoria de notas frutadas, em seguida, frutas de baga. O mesmo vale para ervas ou flores naturais da nossa flora.

Preparado para utilizar a roda de aromas? Esse exercício, por mais simples que pareça, vai amplificar sua percepção e tornar suas degustações mais divertidas e desafiadoras. Aproveite também para conhecer a seleção de vinhos do Divvino, clicando no banner abaixo!

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