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Guia Completo: Saiba Tudo Sobre Os Vinhos Alemães

Guia completo: saiba tudo sobre os vinhos alemães

Embora algumas vezes menos citados que os seus vizinhos, os vinhos alemães são deliciosos e de qualidade ímpar. Hoje, a Alemanha ocupa o oitavo lugar entre os maiores produtores, impulsionada principalmente pela uva Riesling, uma verdadeira joia da região.

Quer descobrir mais sobre o terroir alemão, bem como as características dos vinhos, as principais uvas e as nomenclaturas por trás das bebidas? Leia nosso conteúdo até o fim!

História dos vinhos alemães

Não se sabe ao certo quando a vinicultura se iniciou na Alemanha. Arqueólogos já encontraram facas de poda na região com formato similar ao utilizado em vinhas – porém não se pode afirmar com certeza se eram utilizadas para esse fim.

O primeiro registro concreto que se tem notícia data do ano 280, quando a Germânia era dominada pelo Império Romano. Na ocasião, o imperador Probus (232-282) decretou a plantação de vinhas em volta do rio Reno e do rio Danúbio.

vinhos alemães história

Vinícolas à beira do rio Reno, na Alemanha.

Já durante a Idade Média, com o avanço do cristianismo, a produção de vinhos na Alemanha foi mantida por igrejas e monastérios. Houve uma grande expansão, e no final desse período, as uvas viníferas já ocupavam cerca de 300 mil hectares do território alemão.

No século 19, os vinhos na Alemanha passaram por um período de queda na produção. A Revolução Francesa e a expansão dos ideais iluministas fizeram com que muitas instituições cristãs fossem fechadas, prejudicando a atividade. Aliado a isso, a praga filoxera se espalhou por toda a Europa, dizimando plantações do continente.

Entre altos e baixos, os vinhos alemães só retomariam a popularidade no ano de 1971, quando foram decretadas as novas regras de classificação da bebida no país.

Uvas alemãs

Entre as uvas mais cultivadas, há castas que se originaram na Alemanha, e oriundas de outros países, porém rebatizadas com nomes alemães. Em ambos os casos, o terroir alemão confere características diferenciadas.

Riesling

Não há como falar em vinhos alemães e não citar a uva Riesling. A variedade branca é a mais famosa do país, correspondendo a quase um quarto de todas as cultivadas, o equivalente a 23,5 mil hectares das vinícolas.

vinhos alemães

A Riesling é conhecida por sua grande versatilidade. Antigamente, os produtores alemães acrescentavam açúcar para balancear sua acidez, gerando vinhos doces. Hoje, porém, também é muito utilizada para a produção de rótulos secos.

Além disso, trata-se de uma uva muito aromática, que pode apresentar notas de frutas cítricas e tropicais, flores e mel. No paladar, costuma ter corpo leve e alta acidez, ideal para se servir frio.

Müller-Thurgau

A variedade que ocupa o segundo lugar entre as mais cultivadas da Alemanha é a uva Müller-Thurgau (pronuncia-se miler-turgau), que representa cerca de 13% da produção no país. Na Áustria e em Luxemburgo, também é conhecida como Rivaner.

Um fato curioso é que trata-se de um cruzamento genético feito pelo botânico Hermann Müller no ano de 1882. Para criá-la, ele combinou o DNA de duas espécies: a Madeleine Royale e a própria Riesling, reforçando a importância que a casta tem para a Alemanha.

vinhos alemães Müller-Thurgau

A uva alemã Müller-Thurgau é resultado de um cruzamento genético.

Seus vinhos são mais encorpados e menos ácidos, além de apresentarem um leve amargor. No nariz, você perceberá aromas de pêssego, pétalas de rosas, frutas cítricas e mineralidade.

Spätburgunder (Pinot Noir)

A Pinot Noir é muito associada à região da Borgonha, na França, porém sua produção alemã também é muito notável. Sob a alcunha de Spätburgunder (pronuncia-se shpitburrgunda), se estende em 11,7 mil hectares e é a uva tinta com maior notoriedade no país.

Graças ao clima da Alemanha, predominantemente frio, os vinhos Spätburgunder têm como característica os aromas intensos de frutas vermelhas com notas de mineralidade e especiarias. Vale a pena experimentar.

Outras uvas

Além das uvas citadas, há outras variedades que têm produção notável entre os vinhos alemães. Entre elas, estão as francesas Pinot Grigio e Pinot Blanc, porém sob o nome de Grauburgunder e Weißburgunder, respectivamente.

A tinta Dornfelder e a branca Silvaner também são originais da Alemanha e cada uma ocupa pouco mais de 5% do território vinícola do país.

Classificação

Cada país tem sua própria forma de categorizar seus vinhos de acordo com a tradição do local. Como já citamos, a Alemanha passou por uma reformulação nas leis que regulam esse fator para atualizá-los de acordo com a nova realidade enológica do país.

A seguir, confira como são divididos os vinhos alemães de acordo com sua quantidade de açúcar:

Trocken (Selection)

Essa nomenclatura diz respeito aos vinhos com até 9 gramas de açúcar por litro, que acabam sendo mais secos. É muito comum nos rótulos produzidos na região de Rheingau, ao leste do país.

Halbtrocken (Classic)

Equivale aos vinhos meio-secos, que têm entre 9 e 12 gramas de açúcar por litro (quando chamados de Classic, podem ter até 18 gramas). São mais comuns na região de Mosel, também ao leste do país.

Feinherb

Não é um termo oficial, mas é utilizado por muitos produtores para indicar que um rótulo Halbtrocken é levemente mais adocicado que o comum.

Liebliche

Quando um vinho alemão tem entre 15 e 45 gramas de açúcar por litro, ele tem o paladar meio-doce e pode ser chamado de Liebliche.

Süß/Süss

Por fim, a nomenclatura Süß (também grafada Süss) indica que aquele rótulo possui mais de 45 gramas de açúcar por litro. Como representam uma boa parte dos vinhos do país (cerca de 35%), muitas vezes não possuem indicação no rótulo.

Trocken (Selection) até 9 g/L
Halbtrocken (Classic)  entre 9 e 12 g/L
Feinherb Halbtrocken levemente adocicado
Liebliche entre 15 e 45 g/L
Süß/Süss mais de 45 g/L

Os vinhos alemães, mesmo não sendo tão conhecidos quanto os produzidos na Itália, França ou Espanha, são um prato cheio para quem gosta de bebidas mais ácidas e aromáticas.

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