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Guia Completo: Como Montar Uma Adega De Vinhos Em Casa

Guia completo: como montar uma adega de vinhos em casa

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Já pensou em ter uma seleção de rótulos favoritos sempre à mão ou poder armazenar vinhos de guarda nas condições corretas durante anos? Com uma adega particular, isso é possível!

Para descobrir como montar uma adega em casa personalizada de acordo com as suas preferências, leia este conteúdo até o fim!

Afinal, o que é adega de vinhos?

A palavra “adega” é utilizada para se referir a inúmeros locais: as cavas subterrâneas nas vinícolas, os locais de armazenamento de vinhos em restaurantes, ou lojas especializadas em bebidas.

Porém, qual é seu real significado? De acordo com o dicionário Michaelis, “adega” pode se referir a: “Lugar térreo ou subterrâneo da casa, de temperatura fresca, onde se guardam azeite, vinho e outras bebidas; O conjunto de bebidas mantidas nesse local; Estabelecimento comercial que vende bebidas alcoólicas.” Ou seja, todos esses usos estão corretos!

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Segundo o dicionário, “adega” é um local de armazenamento de vinhos.

Portanto, quando falamos em uma adega de vinhos em casa, estamos nos referindo a um local específico para o armazenamento da bebida com condições ideais para isso.

Vantagens de se ter uma adega

Há algumas vantagens em se ter uma adega. Primeiramente, podemos citar a praticidade de ter uma boa quantidade de vinhos armazenada sempre à mão, bem como a facilidade na organização.

Além disso, a adega também é uma excelente ferramenta para manter o vinho nas condições ideais para consumo e conservação. Por fim, também podemos citar o envelhecimento de vinhos de guarda.

Você já deve ter ouvido falar que “quanto mais velho, melhor o vinho”. Isso não é uma regra – alguns rótulos são feitos para serem consumidos ainda jovens, próximos da data da produção –, porém algumas bebidas realmente podem se aperfeiçoar com o tempo, os chamados vinhos de guarda.

Para que eles aflorem suas características durante esse período, é importante que estejam guardados em uma adega que siga os cuidados certos. Mais à frente, falaremos mais a respeito de quais os melhores vinhos de guarda para ter em sua adega.

Quais condições uma adega deve ter

O primeiro passo para montar sua própria adega é escolher o local em que os vinhos serão armazenados. Esse é um passo importante, e que exige uma série de cuidados indispensáveis para que o ambiente não prejudique a qualidade da bebida.

Em primeiro lugar, é essencial que o local seja fresco, com temperatura constante entre 10° e 16 graus. Os vinhos são muito sensíveis ao clima e podem sofrer danos, se expostos a mudanças bruscas de temperaturas ou ambientes quentes.

Também é essencial que o local não sofra trepidações, ou seja, abalos ou tremores de qualquer natureza. As vibrações, assim como a temperatura, prejudicam as características do vinho.

Outro fator a se prestar atenção é a incidência de luminosidade. É ideal que as garrafas de vinho não recebam iluminação direta, mas fiquem armazenadas em um local mais escuro.

Por fim, tome muito cuidado com a umidade! Locais com muita aquosidade podem acabar danificando as rolhas, o que altera diretamente as condições de conservação dos vinhos.

Como escolher vinhos para adega

Chegou a hora de escolher os vinhos que você armazenará em sua adega. Nesse caso, a dica é sempre optar por uma boa variedade, alternando entre diferentes tipos, bem como rótulos para consumo mais jovem e vinhos de guarda.

Pensando nisso, enumeramos algumas sugestões de vinhos para se ter em sua adega. Acompanhe!

Tipos de vinho para uma adega eclética

Para ter uma adega preparada para qualquer situação, é preciso que os tipos de vinho presentes nela sejam variados e balanceados. Além disso, é importante escolher variações versáteis, que agradem seus possíveis convidados e se encaixem a diferentes situações.

Abaixo, listamos 10 tipos de vinhos para ter uma adega eclética e multifuncional em casa:

  • 1 espumante
  • 1 branco leve
  • 1 branco encorpado
  • 1 rosé
  • 2 tintos leves
  • 2 tintos médios
  • 2 tintos encorpados

Você pode utilizar essa relação como base para a sua própria adega, multiplicando pela quantidade de bebidas que você pretende ter à sua disposição. Assim sendo, separamos algumas dicas para escolher cada um desses vinhos:

Espumante

Além de delicioso e refrescante, é muito útil para comemorações, como festas de fim de ano, aniversários e conquistas profissionais. A dica é optar por um espumante brut, que tem dulçor e acidez equilibrados e costuma agradar a diferentes paladares.

Vinhos brancos

Os vinhos brancos podem ser tanto rótulos mais leves e minerais quanto mais encorpados, cremosos e aromáticos. Nossa sugestão é ter um de cada à disposição.

Entre os brancos mais leves, escolha rótulos sem passagem por barrica e com uvas menos intensas, como Sauvignon Blanc, Albariño e Riesling. São vinhos mais minerais e que harmonizam bem com peixes e frutos do mar, saladas e alimentos com pouca intensidade.

Já para os brancos encorpados, escolha variações das uvas Chardonnay, Semillon ou Trebbiano, de preferência com passagem por barrica. Esses rótulos podem acompanhar peixes ou frutos do mar com molhos mais encorpados, e até carnes de aves e porco.

Rosé

Os vinhos rosé têm tudo a ver com o Brasil! São aromáticos e saborosos, harmonizam perfeitamente com uma grande variedade de pratos e ainda combinam bem com as estações mais quentes do país.

Para os rosés, mais importante que a escolha das uvas é a do local em que são produzidos. Regiões como Provence, Languedoc e Loire, na França, ou até países como Chile e Argentina são alguns dos grandes produtores.

Vinhos tintos

Os tintos são a maior parte da composição da sua adega, por isso, é importante que eles sejam balanceados entre mais de um tipo.

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Em uma adega, tenha diferentes tipos de vinhos tintos.

Os tintos leves servem tanto para estações quentes quanto frias e harmonizam com pratos mais sutis. A dica é investir em uvas como Pinot Noir e Gamay, que geram vinhos aromáticos, pouco tânicos e com boa acidez.

Já os tintos médios são mais escuros e encorpados e trazem taninos mais redondos e equilibrados com acidez. As opções mais comuns são o Carménère e o Merlot, muito populares aqui na América do Sul.

Por fim, também é essencial ter à disposição dois tintos encorpados, que têm sabor intenso e harmonizam com pratos mais potentes. A dica é apostar nas uvas Cabernet Sauvignon, Tannat ou Syrah.

Vinhos de guarda para se ter na adega

A adega é o local ideal para armazenar vinhos de guarda! Entretanto, ao contrário dos rótulos que citamos a pouco, que serão consumidos em seu dia a dia e repostos com frequência, esses devem ser escolhidos cuidadosamente para que permaneçam guardados durante anos – ou até décadas – e evoluam seus sabores e aromas com o tempo. Confira nossas sugestões a seguir.

Grand Cru

O termo “Grand Cru” vem do francês, e é utilizado para nomear vinhos de altíssima qualidade dentro de um terroir. Os rótulos que contêm essa informação, geralmente, são os mais notáveis dentro de uma denominação de origem.

Essa terminologia foi criada em meados do século 18 na França, e hoje é utilizada em diversas regiões do país.

A região de Bordeaux, por exemplo, tem vinhos Grand Cru em ambas as margens: em Medoc, alguns dos mais famosos são o Château Lafite Rothschild, Château Latour e Château Margaux; já em Saint-Emilion, há outras grandes variações, como Château Ausone e Château Cheval Blanc.

Podemos citar como grandes rótulos da região o Esprit De Valandraud Saint-Emilion Grand Cru e o Château Franc Mayne Saint-Émilion Grand Cru Classé.

Já na Borgonha, os Grand Cru mais conhecidos são Chambertin, Clos-de-Vougeot, Clos-des-Lambrays, Musigny, Romanée-Conti e Corton-Charlemagne. Um grande rótulo dessa última variação é o Jean Bouchard Corton Charlemagne Grand Cru.

A região da Alsácia, bem próxima da Alemanha, também produz excelentes Grand Cru. Um dos vinhos mais renomados dessa variação é o Ruhlmann Grand Cru Frankstein, que evolui durante até quase 15 anos em sua adega.

Champagne

Alguns locais de Champagne também possuem classificação Grand Cru. Entretanto, boa parte dos vinhos da região por si só já seguem um altíssimo padrão de qualidade, e podem permanecer durante anos na adega.

Não é incomum, inclusive, ter espumantes Champagne guardados na adega, para que sejam abertos em grandes comemorações. Nesse caso, escolha rótulos de grandes vinícolas, como Veuve Clicquot e Möet & Chandon.

Vinhos de guarda italianos

A Itália, assim como a França, também tem grandes vinhos de guarda, ideais para serem armazenados na adega até que atinjam seu momento ideal de consumo.

Na região do Piemonte, por exemplo, são produzidas duas grandes denominações de origem: Barolo e Barbaresco. Ambos são tintos encorpados, envelhecidos em barricas de carvalho, e podem permanecer guardados por pelo menos uma década.

Já na região da Toscana, as denominações mais renomadas são Brunello di Montalcino, feito com a uva Sangiovese, e Chianti, feito a partir de um blend de diferentes castas. Ambos também são tintos encorpados, ideais para estarem em sua adega!

Vinhos de sobremesa

Por fim, outra variação de bebidas que pode permanecer durante muito tempo em sua adega são os vinhos de sobremesa. Geralmente possuem textura mais encorpada, sabores adocicados, e alto teor alcoólico.

Entre os mais famosos, podemos citar o português Vinho do Porto, os franceses Muscat e Sauternes, o espanhol Jerez e o húngaro Tokaji Aszú.

Tipos de adega caseira

Não há como montar uma adega em casa sem escolher o modelo mais apropriado. Descubra, a seguir, quais os principais tipos e as características de cada um!

Adega passiva

Como o nome sugere, a adega passiva é um local para armazenamento de vinhos que não utiliza nenhuma tecnologia ou estrutura complexa. Para montá-la, é necessário apenas separar um espaço físico que cumpra suas funções e siga os cuidados adequados.

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Você pode montar uma adega passiva em um local mais fresco da sua casa.

É muito comum que esse tipo de adega fique localizado no subsolo das residências, a exemplo das vinícolas, ou até em despensas e locais mais frescos e isolados. Isso porque esses são espaços com temperaturas mais baixas, livres de luminosidade e trepidações.

Sua grande vantagem é não depender de eletricidade, funcionando de maneira natural. Em contrapartida, o proprietário não tem controle sobre as condições do ambiente, o que pode ser prejudicial aos vinhos, especialmente em regiões mais quentes.

Adega termoelétrica

Esse é um tipo de adega climatizada que funciona por meio da troca de calor entre o ambiente externo e interno. Por meio de uma placa de cerâmica, o equipamento absorve o calor interno, e em seguida, expele para a parte externa, mantendo o interior entre os 10° e 12 graus.

É muito indicado para regiões em que não faz muito calor, sendo popular no sul do Brasil e no continente europeu. Já em locais muito quentes, a adega não consegue controlar tão bem a temperatura. Contudo, são econômicas, silenciosas e previnem os vinhos de trepidações do ambiente.

Adega com compressor

Funciona de forma muito parecida com uma geladeira, por meio de um sistema de compressão, porém com menor potência que o eletrodoméstico. Isso porque não depende do ambiente externo e pode proporcionar uma temperatura constante em seu interior.

É ideal para locais em que faz calor durante boa parte do ano, pois a adega permanece em temperatura constante. Em contrapartida, essa opção consome mais energia e emite ruídos.

Se você leu nosso conteúdo até aqui, já sabe como montar uma adega em casa! Use nossas dicas e lembre-se de adaptá-las às suas preferências para que o local de armazenar vinhos fique com sua cara.

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